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Mesmo adiado, Enem encerra inscrições nesta sexta

Mesmo adiado, Enem encerra inscrições nesta sexta

Mesmo adiado, Enem encerra inscrições nesta sexta

Apesar da decisão do MEC (Ministério da Educação) de adiar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2020 por um período de 30 a 60 dias, o prazo para se inscrever no exame não foi prorrogado e termina às 23h59 de hoje. O cadastro deve ser feito na Página do Participante.

As provas, que aconteceriam em novembro, agora devem ser realizadas em dezembro ou janeiro de 2021 — ainda não há uma data definida. Segundo o MEC, será feita uma consulta aos inscritos, em junho, para que eles possam opinar sobre os dias de realização do exame.

A decisão pela aplicação das provas do Enem em nova data se deu em meio à pressão da sociedade civil e do Congresso pelo adiamento do exame. Representa, ainda, uma derrota para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que vinha defendendo a manutenção do Enem em novembro.

O adiamento vinha sendo defendido por entidades estudantis, secretários de educação, reitores de instituições de ensino e especialistas da área da educação.

O principal argumento utilizado por eles é o de que nem todos os estudantes têm condições sociais e financeiras de manter os estudos durante a pandemia da covid-19, ou nem sequer têm acesso às ferramentas necessárias para o ensino a distância, como celular e computador com acesso à internet.

Porta de entrada para o ensino superior

O Enem é considerado a principal porta de entrada ao ensino superior no país. Com o resultado das provas, é possível concorrer a vagas em instituições federais por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), se candidatar a bolsas em universidades privadas pelo Prouni (Programa Universidade para Todos) e conseguir financiamento pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Alunos ouvidos pelo UOL avaliam que o adiamento anunciado pelo MEC é o “começo”, mas ainda mostram preocupação com a falta de apoio para o estudo a distância.

“Não adianta adiar o Enem e continuar deixando os estudantes que não têm acesso às aulas, ou outras dificuldades, sem nenhuma saída”, diz Izabel Araújo, 18, que é ex-aluna de escola pública e quer tentar uma vaga em Medicina.

Derrota iminente no Congresso

Na terça (19), um projeto de lei que prevê o adiamento do Enem e de outros vestibulares, devido à pandemia do novo coronavírus, foi aprovado em votação quase unânime no Senado — o único contrário à medida foi o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O texto estabelecia o adiamento das provas para depois do fim do ano letivo de 2020.

O tema seria centro de nova votação ontem, na Câmara dos Deputados, onde a expectativa era por uma nova derrota do governo. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegou a iniciar a sessão plenária, mas desistiu da votação após uma afirmação do presidente Bolsonaro de que o Enem realmente vai ser adiado.

Mais cedo, ao ser avisado sobre a decisão do MEC, o presidente da Câmara havia dito que não podia “confiar” em Weintraub.

Maia ressaltou, no entanto, que o adiamento do Enem pode ser votado a qualquer momento, se Bolsonaro não confirmar o que prometeu por meio de publicação de portaria, decreto ou outro instrumento legal nos próximos dias.

Autora do projeto de lei aprovado no Senado, a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) declarou ao UOL que a decisão do MEC é “equivocada” e fruto de uma tentativa de driblar a movimentação do Congresso Nacional.

“Está se colocando uma data, de 30 a 60 dias, quando a gente tem uma pandemia que não tem data para acabar. O projeto que nós votamos teve o cuidado de falar em adiar para depois do fim do ano letivo”, afirma a senadora.

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