Coreia do Sul reabre parte das escolas sob rigorosas medidas de segurança sanitária

Coreia do Sul reabre parte das escolas sob rigorosas medidas de segurança sanitária

Após mais de dois meses com as escolas fechadas para tentar conter a transmissão do novo coronavírus, a Coreia do Sul reabriu parcialmente as instituições de ensino nesta quarta-feira (20), com rigorosas medidas de segurança sanitárias.

Cerca de 440 mil estudantes do último ano do ensino médio são os primeiros a voltar para a sala de aula. Eles farão o vestibular em dezembro.

Ao chegar na escola, os estudantes precisam passar por uma inspeção de temperatura corporal – o que ajuda a identificar se há alguém com sintomas da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Esta medida não impede que assintomáticos transmitam o vírus, mas ajuda a identificar quem está com sintomas leves.

Para evitar contato próximo, professores acenavam com toques no cotovelo.

Os estudantes receberam material desinfetante para higienizar as mãos e mesas – algumas receberam divisões de acrílico. Em geral, os estudantes estão sentando separados, de acordo com as diretrizes de distanciamento social, informou a France Presse.

“É realmente emocionante conhecer meus amigos e professores pessoalmente, mas precisamos seguir estritamente as diretrizes de desinfecção. Estou muito preocupado, mas ainda é bom vê-los novamente”, disse Oh Chang-hwa, presidente do centro estudantil da Kyungbock High School, em Seul.

A Coreia do Sul sofreu um dos piores surtos iniciais do novo vírus e, a certa altura, foi o segundo país mais afetado depois da China continental, levando as autoridades a adiar a reabertura das escolas no início de março. O país conseguiu controlar a doença após um extenso programa de “rastreamento, teste e tratamento”.

“As preocupações com pequenos grupos de infecção ainda persistem e ninguém pode prever que tipo de situação surgirá nas escolas”, disse o ministro da Educação, Yoo Eun-hae.
O ministério começou a operar uma sala de emergência 24 horas nesta semana, disse Yoo, acrescentando que todas as escolas que reportarem novas infecções serão fechadas imediatamente.

Enquanto os alunos do último ano devem frequentar a escola todos os dias, os mais novos alternam aulas presenciais e on-line para garantir que os prédios da escola não estejam superlotados.

Volta às aulas em outros países
A China decretou a volta às aulas no fim de abril, após 4 meses de suspensão. Em Pequim, apenas os alunos do ensino médio tiveram permissão para voltar à escola para se prepararem para o “gaokao”, o vestibular mais importante na educação chinesa. Em Xangai, os alunos do ensino médio também retornaram para as salas de aula. A data da prova para entrada nas universidades foi adiada por um mês, para o início de julho, devido à pandemia.

Na França, 40 mil escolas reabriram em 11 de maio. Uma semana depois, nesta segunda-feira (18), 70 escolas precisaram ser fechadas novamente devido ao surgimento de novos casos.

Em Portugal, cerca de 200 mil estudantes dos últimos dois anos do ensino médio (16 e 17 anos), voltaram às aulas nesta segunda-feira (18). Eles também seguem uma série de medidas de proteção, como o uso obrigatório de máscaras, lavagem das mãos ao entrar e sair da escola, e a reorganização de horários e espaços para garantir a distância entre os alunos, informou a agência.

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